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Durante o período colonial o ouro de Minas Gerais era escoado
somente por dois portos: Paraty e Rio de Janeiro. Nessa época
Paraty se tornou uma das cidades mais ricas do país.
A estrada que ligava Paraty às Minas Gerais foi aberta pelos índios
guaianás. Com o ciclo do ouro ela foi ampliada pelos colonos e
passou a se chamar Caminho do Ouro. Ainda hoje restam partes do
caminho que pode ser percorrido com um guia.
Devido aos altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, era
comum talhar imagens ocas de santos e enchê-las de ouro. Assim
driblavam a fiscalização e evitava-se os saqueadores que se escondiam
nas estradas.
Parte do Centro Histórico de Paraty se encontra atualmente no
nível do mar. Desse modo as águas invadem a cidade na maré cheia,
lavando as ruas. Não se sabe se ele foi construído assim ou se
o centro histórico está lentamente afundando!
As igrejas de Paraty foram construídas com as pedras usadas de
lastro nos navios portugueses. E ao voltar para casa fazia-se
o lastro era refeito com as riquezas encontradas no Brasil.
O traçado das ruas do centro histórico foi feito pelos maçons.
Além de manifestar elementos do misticismo maçon o as ruas foram
desenhadas de modo a dificultar uma eventual invasão a cidade.
Alguns símbolos maçônicos decoram vários sobrados da cidade.
Quando o Rio de Janeiro foi invadido por piratas franceses, Paraty
deu a maior contribuição para pagar o resgate.
Paraty chegou a possuir quase 300 engenhos de aguardente. Hoje
só restam 5. Eles mantêm a antiga tradição de jogar pedras do
rio esquentadas em fogo dentro dos tonéis.
Paraty é sinônimo dicionarizado de cachaça. "Vestiu uma camisa
listrada e saiu por ai / em vez de toma chá com torrada ele tomou
Paraty.." - Assis Valente

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