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Sete
anos de êxito absoluto

Cia Baiana de Risos vem a Paraty com o consagrado Pretas Por
Ter
Em 2001 um grupo formado por três atores baianos resolveu
montar um espetáculo que discutisse aspectos da cultura
afro-brasileira, surgiu então Pretas Por Ter. Optaram por
estrear na mostra Fringe do consagrado Festival de Curitiba,
adotando uma estratégia que vem marcando a trajetória da
companhia até hoje:
- A gente ia pro principal shopping da cidade, aonde havia
um quiosque vendendo os ingressos para as peças do festival,
indicar as outras peças e dávamos nossa filipeta, informando
as pessoas para olhar bem no material, pois se tratava de
uma peça baiana com atores vestidos de mulher. As pessoas
gargalhavam, pois nós falávamos mais das outras peças que
estavam no festival e quando se referia a Pretas Por Ter a
gente desaconselhava. A peça caiu no gosto e ficou entre as
dez mais assistidas em todo o festival – conta Alberto Damit.
Várias são as razões para a aceitação do espetáculo, uma
delas é o estilo baiano de fazer humor marcado pelo teor
“cítrico” e a irreverência. Outro motivo é a forma inovadora
de promover o espetáculo. Também o texto de Alberto Damit
que, recheado de referências aos costumes e tipos baianos,
foi construído a partir de pesquisas sobre o comportamento
preconceituoso do negro para com o próprio negro e na
narrativa faz uso da comédia como veículo de reflexão. A
construção das personagens é outro ponto alto da encenação.
Em quase todas as sessões as pessoas reconhecem a professora
conservadora, ortodoxa e cheia de manias pedagógicas
ultrapassadas e Marlene uma orientadora disciplinar popular,
mas totalmente consciente de sua condição racial. Os
reflexos do sucesso chegaram a São Paulo, cuja montagem, com
atores paulistas, obteve igual sucesso.
A nova temporada de Pretas por Ter chega ao Rio com a
participação especial de Xanddy, do Harmonia do Samba,
fazendo a voz do diretor do cursinho. Em São Paulo, essa
participação foi de Rosi Campos.
A história se desenrola no dia em que uma professora adoece
e precisa ser substituída. Altair é designada para substituí-la
e Marlene, inconformada decide atrapalhar os planos da outra
e para isso utiliza toda sorte de artimanhas, interferindo o
tempo todo na aula.

Sobre a Cia. Baiana de Risos
Muitos foram os motivos para criação da Cia. Baiana de Risos:
o gosto pelo teatro, o desejo de promover um trabalho que
ampliasse nossas possibilidades de atuação, mas acima de
tudo a vontade de usar nossa arte como ferramenta de
discussão e mudança sócio-cultural. Sabemos o que uma voz em
destaque pode fazer e temos certeza do que um bando de gente
pensando do mesmo jeito pode conseguir.
A Cia. Baiana de Risos atua dentro e fora do palco. Em cena
nossas galhofas são consumidas e refletidas, fora dela somos
cientistas bisbilhoteiros que fazem de cada atitude alheia
uma fonte de estudo.
A Companhia existe desde 1990 e durante cinco anos
propusemos a ‘bisbilhotagem’ em tudo que fosse mérito num
artista. Trabalhamos com personalidades em diversas áreas de
artes, buscando sempre o aperfeiçoamento e a compreensão do
fazer teatro.
O projeto Pretas Por Ter foi inicialmente criado para ser um
drama-dialético que buscasse na própria atitude
discriminatória, a consciência sobre o comportamento dos
agentes do preconceito. Durante os estudos para a montagem,
percebemos que o humor imprimia parte do comportamento da
ação preconceituosa, e que nosso alcance seria maior se
utilizássemos o mesmo humor como antídoto.

Elenco
Marcos Magno
Ator. Antes de Pretas Por Ter foi fundador e integrante por
7 anos do BANDO DE TEATRO RESISTÊNCIA, onde participou dos
espetáculos MULHRERES@.com, “DOM QUIXOTE”, e AS BONDOSAS,
nos festivais de minas gerais, Curitiba, Alagoas e Sergipe,
foi premiado como melhor ator com o espetáculo A MOÇA QUE
BATEU NA MÃE E VIROU CACHORRA” e no espetáculo “DOM QUIXOTE”
é um ator versátil por aliar técnicas circenses ao teatro
convencional. Em Cinema trabalhou no filme “É Niuma”. Em
televisão atuou em diversos programas da TVE Baiana e no
caso “Amor Platônico” do programa Linha Direta da Rede Globo.
Alberto Damit
Alberto Damit é natural de Dias D’ Ávila, fez escola de
teatro da UFBA, trabalhou com Cilene Guedes, Alberto
Martins, Moacyr Moreno entre outros foi criador do primeiro
grupo de teatro de sua cidade. No Rio de Janeiro trabalhou
no musical “O cortiço”, dirigido por Sérgio Brito;
participou ao lado de Fernanda Montenegro do Filme “Chão de
Estrelas” de Marco Faustini, e dos filmes “Cólera de Abutre”,
e “O Rapto da Manteiga de Garrafa”. Como Cineasta dirigiu o
média-metragem “Mamãe foi pro Espaço”, e os curtas “Cão”,
“Minha terra tem palmeira, zueira e baile funk” e “É Niuma”.
Na Rede Globo fez: “Rei do Gado”, “Torre de Babel”, “Zorra
total”, “O Clone”, “Sob Nova Direção” e “A Lua me Disse”.
Sobre o Diretor
Marco Antonio Lucas é Natural de Macaíba (RN). Firmou-se
como diretor após trabalhar longo período como ator.
Inspirado por Franz Kafka, Nelson Rodrigues e Tonico Pereira
desenvolveu seu olhar criador. Com a Cia. Encena produziu
diversas pesquisas, usando a dialética no teatro como
ferramenta motora de transformação. Foi assim que ganhou em
1990 o prêmio de melhor ator com ‘Metamorfose’ de Kafka no
Festival da FETAERJ. Em 1996 foi convidado por Rogério
Rodrigues para produzir e protagonizar “Compendiun
Maleficarum”, resultado de uma pesquisa sobre a inquisição
francesa no Centro Cultural dos Correios. Além de atuar e
dirigir também desenha figurinos para teatro e cinema. Foi
dele os figurinos de “Conta um Conto” de Alexandre Damascena;
o musical “A Onça e um bode” de Marcos Faustini e “Pelega e
porca prenha na mata do pequi”. Em cinema fez “O mensageiro
de Arben” de Fulvio Maia, “Mamãe foi pro espaço” de Alberto
Damit, “Lost Zweig", de Sylvio Back e o curta-metragem “É
Niuma!?” de Vanclei Santos.
Uma das principais preocupações de Marco Antônio é com a
formação de Platéias:
- Não há como valorizar o teatro se antes não aprendermos a
gostar dele.

Ficha Técnica
Texto
Alberto Damit
Direção
Marco Antonio Lucas
Elenco
Alberto Damit (Profa. Altair)
Marcos Magno (Marlene)
Marco Antônio Lucas (Merilyn)
Cantor Xanddy (Off como Diretor)
Figurinos
Bianca Raimond
Cenário
Luciana Lakaster
Fotografia
Renato Neto
Assessoria de imprensa
Ailton Amaral
Programação Visual
Juarez Alvez e Charles Siqueira
Produção Executiva
Ailton Amaral e Leônidas Passos
Direção de Produção
Alberto Damit
O que a imprensa fala
“...besteirol com tempero baiano que deu samba...”
JORNAL DO BRASIL
“Tudo é motivo de piada para cia. Baiana de risos...”.
“FOLHA MERCANTIL”
“...os atores estremecem a platéia de tanto rir..
“FOLHA DEL’ ART”
“Cia. Baiana de risos aborda questões raciais de forma
bem-humorada..”
TRIBUNA DE MINAS
“...a formula do eletrizado deboche baiano garante o sucesso
do espetáculo”
O GLOBO
“a irreverência e originalidade e a principal característica
do besteirol de Pretas Por Ter”
JORNAL DO COMERCIO
“ Preconceitos transformados em risos, para então
conscientizar..”
ouropreto.com.br
Um excelente antídoto contra o preconceito
Jornal A Tarde - BA
Resumo
Dois atores vivem duas professoras negras que entram em
conflito numa sala de aula. O Espetáculo utiliza-se do humor
para discutir o preconceito racial.
"Nós aprendemos a voar como os pássaros. A nadar como os
peixes.
Mas não aprendemos a conviver como irmãos!"
Martin Luther King
Produção Pretas Por Ter
(21) 2508-6634 / 8175-2035 / 9663-0747
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